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Anorexia Nervosa

     Fazer exercícios, comer de maneira mais saudável, são formas de buscar qualidade de vida; mas e quando isso vira uma obsessão? Quando em nome da saúde ou de um padrão de beleza desejado, a preocupação com o corpo passa a ser a única prioridade, isso se torna motivo de sofrimento para a pessoa que pode ultrapassar os próprios limites e o que era para ser saudável, passa a ser um problema.

     Na Anorexia Nervosa  para alcançar o corpo idealizado, a pessoa se submete a dietas alimentares cada vez mais restritivas e em alguns casos, se torna comum o uso perigoso de exercícios físicos em excesso; vômitos, laxantes e diuréticos para não engordar.   A pessoa com anorexia nervosa sente muito medo (pavor) de engordar, e apesar de estar visivelmente magra, ela se sente gorda e seu sofrimento é real.

     Com o tempo, a pouca ingestão de alimentos, e outros métodos inadequados para não engordar trazem consequências negativas para a saúde, podendo também prejudicar o rendimento acadêmico e profissional. Além disso, o isolamento social por vergonha de seu corpo ou para não ser julgado, criticado é muito comum.

     O uso de roupas largas e que em geral cobre a maior parte do corpo, as constantes desculpas para não participar das refeições com a família, dificultam a percepção da família de que tem algo de errado e muitas vezes a busca por ajuda chega numa fase na qual o único tratamento é a internação hospitalar; já que nos casos mais graves de  desnutrição é necessário um tratamento mais intensivo.

      O tratamento multidisciplinar com especialistas em transtornos alimentares (psiquiatra + psicólogo + nutricionista) é o mais indicado. Reduzir e se possível eliminar os comportamentos perigosos do transtorno alimentar é o objetivo. Na psicoterapia trabalhar a autoestima é um dos pontos fundamentais.

Fabiana Hatada Iguchi

Psicóloga Cognitivo-Comportamental

E-mail: figuchi@hotmail.com

                                                                                                                                                                                                                                           Fonte: DSM-5.