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Pânico

       Todo mundo pode ter um ataque de pânico, que é uma reação do corpo em resposta ao medo ou desconforto intenso, e que alcança um pico em minutos. Existem dois tipos: o ataque de pânico esperado, no qual existe um sinal ou desencadeante evidente, como p.ex., a pessoa que tem medo de viajar de avião e se vê obrigada a voar; e o ataque de pânico inesperado, onde não existe um desencadeante claro no momento que ocorre, como p.ex., enquanto a pessoa está dormindo. E em ambos, o sentimento de catástrofe iminente é muito forte.

 

     Segundo o Manual Diagnóstico e Estatístico de Doenças Mentais – DSM-5 (APA, 2014), para ser considerado ataque de pânico, 4 ou mais dos seguintes sintomas devem ocorrer:

1 – Palpitações, coração acelerado, taquicardia.

2 – Sudorese.

3 – Tremores ou abalos.

4 – Sensações de falta de ar ou sufocamento.

5 – Sensações de asfixia.

6 – Dor ou desconforto torácico.

7 – Náusea ou desconforto abdominal.

8 – Sensação de tontura, instabilidade, vertigem ou desmaio.

9 – Calafrios ou ondas de calor.

10 – Parestesias (anestesia ou sensações de formigamento).

11 – Desrealização (sensações de irrealidade) ou despersonalização (sensação de estar distanciado de si mesmo).

12 – Medo de perder o controle ou “enlouquecer”.

13 – Medo de morrer.

     Aprender a avaliar a situação de forma mais realista, diminuindo/eliminando os sintomas do pânico são os principais objetivos na psicoterapia.

 

 

Fabiana Hatada Iguchi

Psicóloga Cognitivo-Comportamental

E-mail: figuchi@hotmail.com

 

 

Fonte: DSM-5.